terça-feira, outubro 20, 2009

Novo Lançamento #3


Dave Matthews Band - Big Whiskey and the Groo Grux King
Big Whiskey And The Groo Grux King (BW) é o mais recente trabalho da Dave Matthews Band (DMB), e o primeiro após o inesperado desaparecimento do membro fundador e saxofonista Leroi Moore no Verão de 2008. A sua presença ainda se faz sentir em alguns momentos do álbum, especialmente na faixa inicial, mas quanto a mim a sua presença nota-se pela sua ausência. À falta do seu saxofonista original a banda esforçou-se por não fazer desaparecer os instrumentos de sopro do seu reportório, e esse esforço transparece, por vezes excessivamente mas sem afectar o (muito) trabalho investido neste último álbum.

Não sei o que diz a crítica nesta altura, mas eu só posso afirmar que este é o trabalho da DMB  no século XXI. De todos os álbuns de originais que a banda lançou nesta década este é o trabalho que se afirma como o mais criativo, equilibrado e completo, incorporando a corrente criativa que influenciou a banda nos seus anos iniciais até "Before These Crowded Streets", e também a (excessiva) produção musical que pautou o som da banda nos três trabalhos anteriores, especialmente "Stand Up" e "Everyday".

Neste último trabalho temos aqui um regresso às raízes iniciais da banda , juntamente com o acumular de experiência musical e também de vida. Atingiu-se um equilíbrio musical entre a escrita e produção musical que já não se ouvia desde "Crash", uma vez que a partir daí a banda seguiu um trajecto de uma cada vez maior produção sonora que atingiu o seu pico em "Stand Up".

Mas em Groo Grux a DMB voltou a presentear-nos com verdadeiras pérolas musicais ao nível do portentoso "Crash", embora em menor quantidade. Temas como o single "Funny The Way It Is", "Dive In", "Spaceman" ou a surpreendente faixa de bónus "Write a Song" (um verdadeiro hino à boa onda musical), conferem ao álbum a solidez e criatividade musical que se espera de um grande álbum. Outros temas acabam por ser mais melosos ("You & Me", "Lying In the Hands of God") e outros a revelarem uma maior preocupação ao nível da produção e a incorporarem mais guitarra eléctrica, sendo a presença desta a marca mais distintiva entre os álbuns  da década de 90 e  da actual, fazendo assim a ponte entre as duas fases ( "Why I Am", "Alligator Pie", e especialmente "Seven")

No geral posso afirmar que não sendo o melhor álbum de originais da DMB, é claramente o melhor e mais bem conseguido trabalho dos últimos dez anos da banda, revelando consistência e uma muito maior maturidade artística que anteriormente.


Fiquem com o vídeo da obra prima que é "Funny The Way It Is",também ele uma obra-prima. Simples e eficaz.



Sem comentários: