Muse - The Resistance
Novo álbum dos Muse nas bancas há já algumas semanas. Esta é uma das bandas mais empolgantes da actualidade na cena rock/metal/pop/nãoseibemcomoclassificarestesgajos.
Apareceram assim como quem não quer a coisa com o álbum "Showbiz" (que é excelente), mas explodiram verdadeiramente com "Origin of Simmetry", ficando logo à vista que estaríamos perante um trio de excepcional criatividade e sem medo de experimentar. E neste "The Resistance" fartaram-se de experimentar!
Matthew Bellamy teve neste álbum "The Resistance" campo aberto para experiências, e assumiu a tendência para a grandeza e para os grandes temas que lhe é característica e que encontra o eco perfeito nos concertos em larga escala, tendência bem visível em temas como "United States of Eurasia / Collateral Damage", "Uprising" e em menor escala "MK Ultra", já para não mencionar a trilogia épica "Exogenesis:".Isto dá ao álbum um ambiente muito Orwelliano, de luta individual contra as forças e os interesses de uma sociedade maior que o indivíduo. Indivíduo esse que está visivelmente apaixonado. "Resistance", "Mon Coeur S'ouvre a Ta Voix", sendo esta última uma fantástica e espectacular explosão criativa com vários tempos e assimétrica na sua estrutura, algo de que gosto muito.
Os Muse são uma banda que ao longo do tempo, e com cada álbum demonstraram sempre algum tipo de evolução, nunca se repetindo muito no estilo. Já vimos várias influências, desde Radiohead a Jeff Buckley e Metallica, sem esquecer Queen (especialmente nestes últimos álbuns), que são francamente homenageados em "United States of Eurasia". Este último "The Resistance" mistura tudo e atira para a frente a sólida formação e influência clássica de Bellamy, que sem vergonha ou pudor de qualquer tipo torna os Muse numa banda quase experimental, ou se quiserem até híbrida entre o Pop/Rock e a Ópera-Rock.
O resultado final, poderá não ser tão consensual, e quanto a mim, não será tão bom e completo quanto foi "Black Holes & Revelations", no entanto é um álbum marcante e algo diferente do que as bandas mainstream tradicionais estão habituadas a lançar, demonstrando uma garra e uma criatividade que não estão ao alcance de muitas bandas da actualidade. E estou particularmente empolgado com o tipo de concerto que nos espera a 29 de Novembro no Pavilhão Atlântico.
Recomenda-se.
domingo, outubro 04, 2009
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